Escola ensina matemática brincando, com pipas

Aprender matemática com prazer e brincando com pipas é possível? Um colégio do sul de Santa Catarina mostra que sim!

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Escola ensina matemática brincando, com pipas

O método é usado na escola estadual de Criciúma.

Lá, os cadernos não têm muita utilidade. O que se vê são pipas por toda parte.

Os alunos cortam, amarram, medem cada milímetro e, quando percebem, já aprenderam na prática vários conceitos aparentemente complicados de matemática.

“Eu aprendi os ângulos, as formas geométricas, eu aprendi que tudo que tem que fazer na pipa tem que medir, senão ela vai ficar errada, não vai voar do jeito que quiser. E o vento também. Se o vento estiver bom, vai voar. Se não estiver, ela não vai subir”, explica Henrique Cavalcante, de 14 anos.

A ideia de substituir o pincel e a lousa pelo amontoado de varetas e papel de seda foi da professora Tatiana Schuroff.

Ela aproveita a criatividade dos alunos, que agora aprendem em grupo.

“Quando eles dizem para mim: ‘professora, tem que deixar dois dedos para fazer o nozinho’, eu digo, ‘mas por que isso?’. Aí eu observo que tem que ter uma inclinação de 30 graus. Então aqueles dois dedos proporcionam uma inclinação de 30 graus”, explica.

E tem até prova prática, ao ar livre.

Isso porque a pipa só voa se todos os cálculos estiverem corretos.

“Tem pipa que está no chão porque às vezes tem buraco ou um lado está mais pesado do que o outro. Uma voa baixo, outras vão muito alto. Tem pipas que são grandes e com esse ventinho não voam, porque são muito pesadas”, diz Kaiane Machado, de 13 anos.

Os alunos dizem que a ideia tem dado resultados.

“A professora acaba explicando e a gente aprende muito mais do que na sala de aula. É mais interessante porque a gente vive”, diz Kaiane.

Com informações do G1

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